sábado, 29 de novembro de 2014

Reginaldo Rodrigues reúne-se com o presidente da Assembleia de Minas Dinis Pinheiro

O consultor Reginaldo Rodrigues e o presidente da Assembleia Dinis Pinheiro.
Encontro com exibidores de Mídia exterior e profissionais de Marketing.

domingo, 14 de setembro de 2014

Identidade visual da Cutia Imobiliária, projeto RCEM.


Você tem escorpião no bolso?

O Editor Chefe de um dos Jornais para o qual escrevo faz uso constante de uma expressão popular quando o assunto é o mercado da propaganda. Evidente que não estou falando do mercado publicitário como um todo, e sim, da singela fatia do bolo que deve ou deveria ficar para os veículos de comunicação do interior. Digo que a fatia é pequena por que os anunciantes têm muito menos verba, e menos mercado, que as grandes empresas multinacionais ou com sede nos centros maiores. O pouco dinheiro reflete-se nos veículos de mídia.

Como não havia escrito o artigo daquela edição ainda e ele, o chefe, ligou-me “pressionando” fiz como os atores do comercial da Amanco alusivo ao futebol, quando um pede ao Venezuelano: “manda um título” e o outro diz de lá “Miss universo” já que a Venezuela não tem grandes conquistas no esporte.  Falei pra ele, escolha um tema: e imediatamente ele soltou: “escorpião no bolso” e deu uma boa gargalhada. Disse isso por que o dia no departamento comercial não havia sido dos melhores.

Como pra nós Jornalistas tudo vira texto, já pensei: assim seja. O significado dessa expressão, acredito ser de conhecimento de todos, talvez você mesmo tenha um no seu bolso. Sovina, pão duro, miserável, seguro, amarrado, mão fechada, mão de vaca, munheca de samambaia dentre outros estão entre os adjetivos atribuídos às pessoas “controladas”. O dito “escorpião no bolso”, já foi utilizado em obras literárias, músicas e até em livros de administração, cito um mais adiante. Certa vez li um artigo de uma mulher que era compradora compulsiva e fez um tratamento para resolver o problema, desse tratamento surgiu o texto com dicas de economia cujo título era “escorpião na bolsa” uma alusão clara ao ditado.

Mas se essa é uma característica dos empresários varejistas do interior quando o assunto é propaganda, de um modo geral o brasileiro não é assim. O próprio dono da loja, que é meio “garrado”, tem problema com inadimplência pelo fato de os clientes não terem controle financeiro. Gastam o que tem e o que não tem não se importando com as consequências. As facilidades de crédito do mercado faz com que o brasileiro compre desmedidamente.

Esse consumo, muitas vezes até irresponsável faz com que as pessoas percam dinheiro, pois acabam se perdendo em juros abusivos de empresas, bancos ou gestoras de cartão de crédito, por exemplo. Não se faz contas de juros no Brasil. Olha-se o tamanho da prestação, independente de ter outras e fecha-se o negócio. O carro é no carnê, a casa é no financiamento, as compras no cartão de crédito e se o mercadinho da esquina ou o boteco deixar é fiado certo. Assim a vida segue.

Um livro do escritor Lacy Lima Amorim, fala sobre a importância de se ter um planejamento do orçamento pessoal e familiar. O autor explica como isso deve ser feito e por que é importante. Para ele não só o controle das finanças é necessário, também o investimento de parte dos ganhos em alguma coisa com o pensamento no futuro. Portanto, se você é muito “mão aberta”, imediatamente coloque não só um, mas o casal de escorpião no seu bolso ou bolsa. Em breve serão uma família, e você uma pessoa sem problemas com contas que não fecham. 

Reginaldo Rodrigues

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Eleições 2104 - Que venham...

De tempos em tempos as pessoas são tomadas por ondas de sentimentos fortes surgidas a partir de acontecimentos sazonais de grande impacto. Sempre com importância significativa na difusão desses fatos, a mídia exerce papel de agente da informação durante os processos, mesmo que às vezes os profissionais se deixem levar pela passionalidade em detrimento da imparcialidade que algumas situações exigem. Daí certa implicância com o "jeito Globo" de transmitir a Copa do Mundo, por exemplo. Alguns profissionais extrapolam no exercício da função e conquistam a antipatia do público. Mas, em 2014, nem mesmo os fanáticos jornalistas da Globo conseguiram justificar a “sapatada” histórica para a Seleção da Alemanha. 
Falando no torneio, alguns fatos se sobressaíram. Não falo de jogadores, já que o evento deixou a desejar nos quesitos que mais interessam quando o assunto é futebol. Os dribles e as belas jogadas, fizeram muita falta, sem trocadilhos, mesmo que os juízes tenham deixado o “pau comer solto” na Copa do Brasil. Dentre os destaques, a derrota das seleções escolhidas pelo Mick Jagger para torcer, a insistência da mídia em eleger musas da Copa, o Brasil decepcionando em campo, a simpatia de muitas seleções, principalmente a Alemã e a beleza dos estádios, mesmo que às custas de muitos desvios e irregularidades.
Porém tudo isso já faz parte do passado, vamos às novidades. Eleições 2014. É chegado o momento de mais uma vez prestarmos atenção nos nossos candidatos. Elegantes, éticos e educados (?) uns com os outros pedem o nosso voto como se fossem velhos amigos. Apesar de todos os contras temos a obrigação de votar, não sem antes fazermos uma profunda reflexão acerca de tudo e todos. Muitas mazelas que acontecem, inclusive as que aconteceram nos preparativos para a Copa, são de nossa responsabilidade, somos nós quem votamos. Portanto sem essa de votar nulo ou em branco e gritar aos quatro cantos que odeia política.
As malfeitorias, o desrespeito com a população e com o dinheiro público tem provocado uma repudia quase que generalizada em relação a classe política. Os últimos pleitos mostram claramente esse sentimento através de números significativos de votos nulos e brancos e o número de eleitores que não comparecem às urnas também cresce a cada eleição.  Se o voto não fosse obrigatório no Brasil é muito provável que tivéssemos uma participação muitíssimo menor das pessoas nas eleições.

O pensador alemão Bertolt Brecht nunca esteve tão contemporâneo. “O analfabeto político” foi escrito há décadas, mas parece que foi ontem: O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio, depende das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

É impossível enumerarmos as denúncias de corrupção e abusos cometidos com o dinheiro público só neste ano. É um problema que afeta pequenas, médias e grandes cidades mesmo com o empenho dos órgãos fiscalizadores. E o que era para gerar indignação e protestos veementes e, principalmente mais critério na hora do voto, curiosamente causa apatia, ou um sentimento negativo sem ação ou articulação para a solução do problema.

Há de se fazer uma reflexão a respeito. Como é que um país que tem um dos sistemas eleitorais mais práticos e modernos do mundo, copiado por diversos países, não consegue passar credibilidade para seu povo através da classe política? Não podemos aqui inocentar esse mesmo povo e eximi-lo de responsabilidade pelos políticos desonestos que estão no poder, não chegaram lá sozinhos. Ao mesmo tempo, precisamos de novas lideranças, pessoas com pensamento coletivo e capacidade moral acima de tudo.

Caberá também ao “novo político” mostrar para as pessoas a importância da participação delas no processo de escolha, afinal de contas os escolhidos irão representá-las e tomará decisões por elas. Esse trabalho de conscientização, que deve começar já na campanha, já é uma demonstração do candidato de que tem responsabilidade social. Importante frisarmos que os que odeiam política são governados por aqueles a adoram. Para os desonestos, quanto mais gente odiando melhor, mais fácil continuar, pois quem não gosta de política se omite e o ditado “quem cala consente” nunca se encaixou tão bem.

                                                                                                                      Reginaldo Rodrigues

Expocláudio 2014 - Moreira e Silva mais uma vez é patrocinadora oficial

Adesivo alusivo à Expocláudio foi uma das peças criadas pela
RCEM. Banners,  Roof Top e outras mídias também fazem parte
da campanha de projeção da marca.